Alicerces

ZéVitor

Essa frieza glacial é coisa do presente
E difícil ter sensações futuras
Teremos algumas gerações ausentes
Embarco na minha contracultura

Pois veja alicerces abalados
E o raciocínio enquadrado e reduzido ao pouco
Auras carregadas num egoísmo louco
Sejamos mais verdadeiros uns com os outros

Além de toda a ilusão que nos cerca
É como imagino quem nós somos
O que fomos no ir e vir do cosmos
Influencia no final para onde vamos

Filtre o que ouvimos e o que falamos
Mal sabemos que a palavra fere tanto
Respeitem as dores que desaguam prantos
O grande arquiteto nos quer outros planos

Oh Cachoeira lava
Leve o que não é do meu ser
Traz a essência que há
No tudo que o todo pode conter

Oh Cachoeira lava
Leve o que não é do meu ser
Traz a essência que há
No tudo que o todo pode conter

O mais imprestável dos comandantes
Um infeliz que rejeita fatos constantes
Todos os seus atores e os sinais humilhantes
Que deixa mentes doentes e entes distantes

A terra é do povo, não dos donos de Estado
Mais um ciclo se encerra, infeliz devastado
Outra dríade tomba, o lar garimpado
A motosserra assombra animais assustados

A floresta queima no fogo do descaso
O governo que teima e ama ser ultrapassado
Idiotas fazem de tudo e mais um pouco
Para serem odiados

E seguem andando marchando em frente
A venda nos olhos e algemas na mente
Apertando o gatilho dos preconceitos
Atiram para matar em todos os suspeitos

Oh Cachoeira lava
Leve o que não é do meu ser
Trás a essência que há
No tudo que o todo pode conter

Oh Cachoeira lava
Leve o que não é do meu ser
Traz a essência que há
No tudo que o todo pode conter

Composição: ZéVitor
Enviada por IRRA.
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