Devolva Meu Disco Voador

Edgar

E o que fazer quando diferente começa a se tornar igual?
Se transformar em Anastácia, nessa ânsia de viver ou morrer
Nesta anistia, de dinastia a dinastia, a história está sendo manipulada
Informações alteradas, pessoas falando sobre alienações
Mas alienam e são alienadas
Levantam bandeiras que mal sabem as quem pintou
Aprofunde-se, funda-se com o elemental
Foda-se todos os tipos de artistas
Pois só a sua arte é atemporal
Em um temporal de ideias, eu danço na chuva
Que me puxa córrego a dentro
Pelas artérias abertas da nossa cidade
De nome São Paulo

Atravessem nas faixas de pedestres
Em meio aos cancerígenos inocentes
Ufólogos e extraterrestres
Evitem o contato iminente
Se eu pudesse emitir uma mensagem seria
Cuidado com a gente!
Somos perigosos iguais a leões sem dentes
Famintos por ideologias e tecnologias
Destruições em massas e outras cositas más
És lo que hay, se consumam

Pois os pobres eles não trocam de roupa
E sim as roupas, elas que trocam de pobres
Que a volta constante que a terra dá em torno do Sol
Não seja apenas mais uma brincadeira da física

Quântica
Tudo que vai volta, menos a confiança
Quebrando leis e desobedecendo regras
Sem ser um anarco-social
Entre os gays e as lésbicas, não se discute
O que fazer com quem é homossexual
Tantas outras preocupações que eu sinto vindo de vocês
Tantas lamparinas sem combustíveis
Lampiões sem Marias Bonitas
Pessoas que passam todos os dias despercebidas
Escondidas com suas vontades contidas
Em gestos particulares e pensamentos íntimos
Em pequenos capítulos a verdade da vida nem censura
Sem comerciais
Certas pessoas me trazem informações
Que eu não vejo mais nos telejornais
Áreas como o Cabuçu viram desova
Reabilitações que me dão mais drogas
Pílulas, vacinas e comprimidos
Entramos oprimidos com a intenção de terceiros a sairmos inativos

Rapazes, moças, senhoras e senhores
Devolvam suas camisas de força
De volta para as mãos dos doutores
Pois eles poderiam estar me incentivando a ler e escrever
Mas um ponto de cultura no Jaçanã disputa com dez biqueiras no JB
Ai é fácil de entender
É fumar ou beber, eis a questão
As dúvidas e a indagação que me trazem
Um milhão de perguntas sem respostas
E uma delas é porque a juventude come tanta bosta e gosta
Agradeço ao espaço cedido
A atenção direcionada pelos seus ouvidos
Os vivos e os mortos, você é o próximo
Então cuidado ao mandar o seu precioso fuck you

Pois os pobres eles não trocam de roupa
E sim as roupas, elas que trocam de pobres
Pois os pobres eles não trocam de roupa
E sim as roupas, elas que trocam de pobres


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