Rap da Jill Risonha - A Origem

Kêita Beats

E essa história se inicia com a pequena Mary
Uma garota criativa que mora com os pais

Que nunca tem tempo pra ela e a solidão a persegue
Então criou uma amiga imaginária pra não deixa-la jamais e

O nome dessa amiga imaginária era Jill
Uma bela palhacinha com uma veste colorida

Criada pela Mary para conter a solidão
Da criança que pela própria família é esquecida

Esbanjava um sorriso a sua amiga imaginária
Que sempre estava disposta a brincar ao lado dela

Foram balas coloridas
Foram várias brincadeiras
E seu dia melhorava sempre que estava com ela

Ela já não estava sozinha
Pois tinha uma amiga repleta de cor
E eu prometo Mary que enquanto eu viver
Eu vou te garantir que não te falte amor

Só que infelizmente não durou pra sempre
A Mary cresceu e o tempo passou

Ficava por horas no quarto falando com a Jill
E essa atitude seus pais preocupou

Sua imaginação lhe proporciona um mundo mágico
Ela não sabia que o seu fim seria trágico

A sua família preocupada com a garota
Não exita em manda-la a um centro psiquiátrico

Lá ela foi exposta a exames, tratada por tempos como experimento
Mas eles notavam que mesmo ali
Mary e Jill se falavam a todo momento

E no sanatório a Mary notava
Que as cores da amiga estavam a se perder
Então a garota pergunta o porque
E Jill não exita em lhe responder

E que minha amiga eu amo você
Só não entendo porque está aqui
Fico amargurada ao te ver sofrer
Faria de tudo pra te ver sorrir

E o médico observando que a garota não melhora
Decidiu fazer um teste além da compreensão

Ele queria saber se a palhaça existia
Ou se era só um fruto da sua imaginação

Mary estava deitada na maca presa pelas mãos
Colocada em um scanner repleto de escuridão

Assustada ela gritava
Jill estava ao seu lado
Assistindo a sua amiga
Naquela situação

Me responde até quando vai fazer isso com ela?
Não vê que ela tá sofrendo? Parem por favor

Preocupada não sabia o que estava acontecendo
Jill ali desesperada, Mary gritava de dor

A luz da sala acendeu e o médico entrou
Tirou ela do scanner e com raiva questionou

Dá pra você ficar quieta? Mas logo ele se calou
Quando viu que uma garota lá do canto o encarou

E essa garota com nariz cone
Usava um vestido de cor desbotado
Seus cabelos longos
Já quase sem brilho

Quem é você?

Ele então questionava
Ela olhava pra ele e ficava calada
Ele se enfurece e a Jill ele ataca

Entraram em combate ali naquela sala
Ele com a tesoura e ela com as garras

Ele tenta atacar só a que a Jill esquivou
Ele acerta Mary que estava na maca sem querer

Naquele momento a Jill assistia
Diante aos seus olhos sua amiga morrer

O tempo se passa, o dia era triste e logo o velório da Mary se fez
E Jill a palhaça olhava de longe pra ver sua amiga uma última vez

Arrasada a palhaça teve que engolir calada
O seu cabelo e seu vestido aos poucos perdendo a cor

Já não estava com quem a criou
Perde a vida amiga que ela tanto amou

Viu a cor da sua vida se tornando incolor
Abraçou o próprio ódio pra suprir a sua dor

Carregando o sentimento de que a vida acabou
Agora Jill a palhaça como Jack se tornou

Então retornando a casa da amiga
Vê a mãe de Mary voltando ao lar
Empurra a mesma e seu nariz de cone
Perfura a superfície do seu globo ocular

E o pai da sua amiga observa sem reação
O momento em que a esposa dele perde a visão

Até que Jill o acerta com um golpe na barriga
Fazendo com que o mesmo caia sem vida no chão

E a palhaça colorida já não era mais a mesma
Agora Jill a risonha se tornava uma entidade

Dando gargalhada e causando terror
No breu da floresta ou no frio da cidade

Sorrindo enquanto liga a motosserra
Deixando cenários dignos de guerra

Sofrendo enquanto sorrir ela espera
Seu último truque a sua vida encerra

E essa garota com nariz cone
Usava um vestido de cor desbotada
De cabelos longos
Já quase sem brilho

Sua motosserra se mantém ligada

Palhaça incolor assim como Jack, espalha o medo querendo sorrir
Deixando por onde ela passa a mensagem com a marca de sangue

Jill esteve aqui

Composição: Kêita Beats
Enviada por Kaliandra_Marques. Revisão por Midari.
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