Biografias

Biografia de Cazuza: relembre a vida do cantor exagerado

Por Renata Arruda

11 de Fevereiro de 2021, às 19:00


Um dos maiores nomes do rock nacional dos anos 80, Cazuza fez história na música brasileira com suas canções inesquecíveis, repletas de poesia, humor e indignação. 

O ex-líder do Barão Vermelho ficou conhecido por ser rebelde e polêmico, ganhando da mídia o apelido de Exagerado, em referência a uma de suas músicas mais famosas.

Cazuza
Créditos: Divulgação

Acabou falecendo aos 32 anos por complicações da AIDS, doença que no final dos anos 80 era fatal. No entanto, seu legado permanece vivo até hoje, através de inúmeras homenagens e regravações de suas músicas.

Vem saber mais sobre Cazuza e sua biografia!

Cazuza: biografia do poeta

Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, nasceu em 4 de abril de 1958 na cidade do Rio de Janeiro. Filho do produtor fonográfico João Araújo e da então cantora Lucinha Araújo, Cazuza conviveu desde cedo com o meio artístico brasileiro.

Ganhou esse apelido antes mesmo de nascer. Isso porque na família de sua mãe só havia mulheres. Assim, quando Lucinha ficou grávida, achavam que viria outra mulher. Mas o pai dele dizia que seria um cazuza, que significa moleque no nordeste.

Assim, ele mesmo não atendia quando o chamavam de Agenor. E só foi fazer as pazes com seu nome de registro quando descobriu que seu ídolo Cartola tinha o mesmo nome.

Infância e juventude no meio artístico

Cazuza frequentou o tradicional colégio Santo Inácio de Loyola, mas foi transferido para o Anglo-Americano para evitar que fosse reprovado. Ele passava muito tempo com sua avó Alice e foi pra ela que mostrou seus primeiros poemas, escritos quando tinha 7 anos.

Cazuza e mãe
Cazuza quando criança e sua mãe, Lucinha Araújo / Créditos: Divulgação

Nos anos 70, ele chegou a ser aprovado no curso de Comunicação, mas trancou a faculdade três semanas depois. Sua vida era a boemia, e ele gostava mesmo era de beber, fumar e se relacionar com homens e mulheres no Baixo Leblon.

Para que o garoto rebelde tivesse uma ocupação, seu pai deu a ele um emprego no departamento artístico da gravadora Som Livre, da qual era presidente e fundador. A função de Cazuza era fazer a triagem das fitas demo de novos artistas.

Cazuza e pai
Cazuza e o pai, João Araújo / Créditos: Divulgação

Em seguida, ele passou a trabalhar na assessoria de imprensa, divulgando os novos artistas.

Depois disso, Cazuza foi para os EUA fazer um curso de fotografia e artes plásticas. Lá, ele descobriu o movimento beatnik, que teve grande influência em sua carreira.

Os primeiros passos na música

De volta ao Brasil, já nos anos 80, Cazuza ingressou na trupe teatral anárquica Asdrúbal Trouxe o Trombone, que se apresentava no Circo Voador. 

Foi no teatro que ele cantou pela primeira vez em público, apresentando a música Odara, de Caetano Veloso, em uma peça que parodiava A Noviça Rebelde.

Assim, quando uma banda de rock de garagem se formou no bairro do Rio Comprido e convidou Leo Jaime para ser vocalista, o cantor não aceitou mas indicou Cazuza em seu lugar. A banda se tornaria o Barão Vermelho.

O Barão Vermelho

A primeira formação do Barão Vermelho contava com Cazuza nos vocais, Frejat na guitarra, Dé Palmeira no baixo, Maurício Barros nos teclados e Guto Goffi na bateria. A banda fez sua estreia para o público em 1892, também no Circo Voador.

Cazuza Barão Vermelho
Primeira formação do Barão Vermelho / Créditos: Divulgação

Em seguida, uma fita demo foi enviada para o crítico musical e produtor da Som Livre Ezequiel Neves, também amigo de Cazuza. Animado com a qualidade das letras e da música, o produtor convenceu João Araújo a contratar a banda do próprio filho.

O álbum de estreia, Barão Vermelho, empolgou a crítica, mas nem tanto o público. O sucesso mesmo veio com Barão Vermelho 2, depois de Ney Matogrosso gravar uma versão de Pro Dia Nascer Feliz.

Capa do álbum Barão Vermelho 2
Capa do álbum Barão Vermelho 2 / Créditos: Divulgação

A banda acabou ficando nacionalmente conhecida com Bete Balanço, música composta para o filme homônimo e lançada em 1984, mesmo ano do lançamento do disco Maior Abandonado, último com a participação de Cazuza.

Em 1985, o Barão Vermelho foi um dos grandes destaques nacionais da primeira edição do Rock In Rio. A apresentação coincidiu com o dia da eleição de Tancredo Neves, que daria fim à ditadura militar.

Para comemorar, Cazuza cantou Pro Dia Nascer Feliz para o público.

Carreira solo de Cazuza

Foi também em 1985 que Cazuza decidiu deixar o Barão Vermelho e seguir em carreira solo. Ele lançou Exagerado, um álbum de rock que traz algumas de suas músicas mais famosas como a faixa-título e Codinome Beija-Flor.

Já ciente de ter contraído AIDS, em 1987 o músico lançou Só Se For a Dois, um álbum com canções mais românticas, que teve como carro-chefe a canção O Nosso Amor A Gente Inventa.

Em 1988, ele lançou Ideologia, que traz sucessos como Faz Parte do Meu Show e Brasil, que virou tema de novela na voz de Gal Costa.

A turnê do álbum foi dirigida por Ney Matogrosso e o show gravado no Rio de Janeiro acabou se tornando um disco ao vivo, com a música O Tempo Não Pára sendo um dos maiores hits da carreira de Cazuza.

Seu último disco foi lançado em 1989. Burguesia foi gravado com o cantor já bastante debilitado e sentado em uma cadeira de rodas. Duplo, o álbum traz um disco com canções de rock e outro com canções de MPB, mostrando as duas facetas de Cazuza.

AIDS e falecimento de Cazuza

Em 1987, após ser internado com pneumonia, Cazuza descobriu ser portador do vírus HIV. Ele ficou internado no Rio de Janeiro e, de lá, partiu para os EUA, com o objetivo de ser submetido a um tratamento com AZT durante dois meses.

Em 1989, o cantor declarou publicamente ser soropositivo, buscando ajudar a conscientizar as pessoas a respeito da doença. Ele tentou um tratamento alternativo durante quatro meses em São Paulo, mas acabou partindo novamente para os EUA.

Cazuza
Cazuza já acometido pelo vírus da AIDS / Créditos: Divulgação

Em março de 1990, Cazuza retornou ao Rio de Janeiro, onde acabou sofrendo um choque séptico causado pela AIDS. Ele faleceu aos 32 anos, no dia 7 de julho. O caixão foi levado pelos seus amigos e ex-companheiros de banda do Barão Vermelho.

Versos de Cazuza

Agora que você conheceu a biografia do Cazuza, nada melhor do que curtir seus lindos versos, não é mesmo? Vem conferir as 46 melhores frases de Cazuza para você se inspirar e compartilhar! 

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