Carmina Burana (o Fortuna)

Carl Orff

Original Tradução Original e tradução
Carmina Burana (o Fortuna)

1. Fortuna imperatrix mundi (fortune, empress of the world)

O fortuna
Velut luna
Statu variabilis
Semper crescis
Aut decrescis
Vita detestabilis
Nunc obdurat
Et tunc curat
Ludo mentis aciem
Egestatem
Potestatem
Dissolvit ut glaciem

Sors immanis
Et inanis
Rota tu volubilis
Status malus
Vana salus
Semper dissolubilis
Obumbrata
Et velata
Michi quoque niteris
Nunc per ludum
Dorsum nudum
Fero tui sceleris

Sors salutis
Et virtutis
Michi nunc contraria
Est affectus
Et defectus
Semper in angaria
Hac in hora
Sine mora
Corde pulsum tangite
Quod per sortem
Sternit fortem
Mecum omnes plangite!

2. Fortune plango vulnera (I bemoan the wounds of fortune)

Fortune plango vulnera
Stillantibus ocellis
Quod sua michi munera
Subtrahit rebellis
Verum est, quod legitur
Fronte capillata
Sed plerumque sequitur
Occasio calvata

In fortune solio
Sederam elatus
Prosperitatis vario
Flore coronatus
Quicquid enim florui
Felix et beatus
Nunc a summo corrui
Gloria privatus

Fortune rota volvitur
Descendo minoratus
Alter in altum tollitur
Nimis exaltatus
Rex sedet in vertice
Caveat ruinam!
Nam sub axe legimus
Hecubam reginam

Canções de Beuern (Oh Sorte)

1. Sorte, imperatriz do mundo

O sorte
És como a Lua
Mutável
Sempre aumentas
Ou diminuis
A detestável vida
Ora oprime
E ora cura
Para brincar com a mente
Miséria
Poder
Ela os funde como gelo

Sorte imensa
E vazia
Tu, roda volúvel
És má
Vã é a felicidade
Sempre dissolúvel
Nebulosa
E velada
Também a mim contagias
Agora por brincadeira
O dorso nu
Entrego à tua perversidade

A sorte na saúde
E virtude
Agora me é contrária

E tira
Mantendo sempre escravizado
Nesta hora
Sem demora
Tange a corda vibrante
Porque a sorte
Abate o forte
Chorai todos comigo!

2. Eu lastimo pelas feridas da Sorte

Choro as feridas infligidas pela Sorte
Com olhos lacrimejantes
Pois seu tributo de mim
Cobra agressivamente
Na verdade, está escrito
Que a cabeça coberta de cabelos
A maior parte das vezes
Revela-se, quando a ocasião se apresenta calva

No trono da Sorte
Eu sentara, elevado
Coroado com as flores
Multicoloridas da prosperidade
Apesar de ter florescido
Feliz e abençoado
Agora do alto eu caio
Privado de glória

A roda da Sorte gira
Eu desço, diminuído
Outro é levado ao alto
Lá no topo
Senta-se o rei no ápice?
Que ele tema a ruína!
Pois sob o eixo lemos
O nome da rainha Hécuba

Composição: Orff
Legendado por Matheus. Revisões por 7 pessoas.
Viu algum erro? Envie uma revisão.

Posts relacionados

Ver mais no Blog