48 Horas

Face da Morte

Sexta cheira, vou dar um rolê
Ferracini no pé, no pulso cartier
Uma olhada no espelho nota dez pro cavanhaque
A camisa é pura seda e o cordão vários kilates
Channel número 5, pra exalar no salão
Pique vagabundo, conceito de ladrão
Sabadão na Atlântica acelero a minha Ninja
A noite em São Paulo é vários manos e várias minas
De repente o doido do corre na curtição
E aí, malucão, como é que é, sangue bom?
Hoje no Reggae Night tem show do Revelação
To com dois ingressos aqui, não vai dar bundada não
Entramos na festa e o bagulho daquele jeito
O samba tá no sangue da mãe África, respeito
Vamos colar no bote, pega o gelo e uma dose
E aquela mina: Ah, aquela é a Rose
Conheço a mili ano, gente fina minha amiga
Só vou te dar uma dica: Oferece uma marguerita
Da licença aí, Rose, aceita uma bebida?
Como é que você adivinhou? Essa é minha preferida!

Quero voltar, entrar na máquina do tempo
Fugir da ilusão e viver
Se eu pudesse voltar, pudesse viver um novo sonho
E outro caminho percorrer

Deixa acontecer naturalmente
Mas deixa que o amor encontre a gente
Na espuma da banheira, a hidro ligada
Dois Marlboros acessos e duas almas seladas
Paixão traiçoeira, aviso não manda
Quando acerta o coração qualquer um se desmancha
(Ladrão sangue bom tem moral na quebrada)
Nas grades do coração ela é refém, mais nada
Domingão à tarde esticando na serra
Caipirinha à beira mar romance estilo novela
(O tempo passa o Sol se esconde e a Lua não vem)
Iansã e Iemanjá estão nos dizendo amém
Vinho e amor uma mistura aquecedora
Mas tenho que chegar na fita da transportadora
Chuva fina na serra e ela na garupa
Cheguei em casa deixei ela, me armei meti uma lupa
Na hora marcada eu tô firmão na missão
Vai quatro mano derrubamo, a fita foi mó mamão
Dois malote, duas 9 dando fuga da Rota
Dois balotes na nuca uma cadeira e duas rodas

Quero voltar, entrar na máquina do tempo
Fugir da ilusão e viver
Se eu pudesse voltar, pudesse viver um novo sonho
E outro caminho percorrer

Toda profissão oferece um grau de risco
Mas nenhuma é tanto quanto a profissão perigo
Aposentado aos 23, foi muito foda
A mina na maternidade e eu na cadeira de roda
Sete anos se passaram e a esperança no portão
De chinelo de dedo deixa um rastro de emoção
Primeiro dia de aula abençoe meu Deus
Não deixe seu destino apertar a mão do meu
Pensar, sonhar é tudo que eu posso fazer
Só penso no meu filho, sonho vendo ele escrever
Crescer, desenvolver, quem sabe ser doutor
Conhecimento é liberdade e tem ditado seu valor
Você vale o que você tem, desde de cedo eu aprendi
Quem tem carro, quem tem moto é lembrado por aqui
Cadê boot [tênis] importado e as roupas da moda?
Ser cobrado sem dever, pode crer, maluco é foda
A maldade é mãe, um de seus filhos a vingança
Eu matei meu pai que me deixou quando criança
Mó saudade da minha mãe, Dona Maria, Deus a tenha
Paz, justiça e liberdade pro meu filho, esta é a senha

Quero voltar, entrar na máquina do tempo
Fugir da ilusão e viver
Se eu pudesse voltar, pudesse viver um novo sonho
E outro caminho percorrer

Composição: Aliado G
Enviada por ivanildo. Revisão por Guilherme.
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