Latinoamérica (part. Totó La Momposina, Susana Baca y Maria Rita)

Calle 13

Original Tradução Original e tradução
Latinoamérica (part. Totó La Momposina, Susana Baca y Maria Rita)

Soy, soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima

Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, ¡mi hermano!

Soy el Sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva

Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena

Una canasta con frijoles
Soy Maradona contra Inglaterra, anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta es mi cordillera

Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy América Latina
Un pueblo sin piernas, pero que camina, ¡oye!

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el Sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el Sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrío
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el Sol que me seca y la lluvia que me baña

Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito
Tengo a mis pulmones respirando azul clarito

La altura que sofoca
Soy las muelas de mi boca, mascando coca
El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noche estrellada

Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el Sol en Cuba
Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita

El viento que peina mi cabellos
Soy todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el Sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o Sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor

Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha legria
Não se pode comprar minhas dores

No puedes comprar el Sol
No puedes comprar la lluvia
(Vamos caminando) no riso e no amor
(Vamos caminando) no pranto e na dor

(Vamos dibujando el camino) el Sol
No puedes comprar mi vida
(Vamos caminando) la tierra
No se vende

Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y si se derrumba, yo lo reconstruyo

Tampoco pestañeo cuando te miro
Para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
Perdono, pero nunca olvido, ¡oye!

(Vamos caminando)
Aquí se respira lucha
(Vamos caminando)
Yo canto porque se escucha

(Vamos dibujando el camino)
Vozes de um só coração
(Vamos caminando)
Aquí estamos de pie

¡Que viva la América!

No puedes comprar mi vida

América Latina (part. Totó La Momposina, Susana Baca e Maria Rita)

Eu sou, eu sou o que sobrou
Sou todo o resto do que roubaram
Um povo escondido no topo
Minha pele é de couro, por isso aguenta qualquer clima

Eu sou uma fábrica de fumaça
Mão de obra camponesa, para o seu consumo
Frente fria no meio de verão
O amor nos tempos de cólera, meu irmão!

Eu sou o Sol que nasce e o dia que morre
Com os melhores pores do Sol
Sou o desenvolvimento em carne viva
Um discurso político sem saliva

Os mais belos rostos que já vi
Sou a fotografia de um desaparecido
O sangue correndo em suas veias
Sou um pedaço de terra que vale a pena

Uma cesta com feijões
Eu sou Maradona contra a Inglaterra, marcando dois gols
Sou o que sustenta minha bandeira
A espinha dorsal do planeta é a minha cordilheira

Sou o que meu pai me ensinou
Aquele que não ama sua pátria, não ama sua mãe
Sou América Latina
Um povo sem pernas, mas que caminha, ei!

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o Sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor

Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar minhas dores

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o Sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor

Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar minhas dores

Tenho os lagos, tenho os rios
Tenho os meus dentes pra quando eu sorrio
A neve que maquia minhas montanhas
Eu tenho o Sol que me seca e a chuva que me banha

Um deserto embriagado com cactos
Um gole de pulque para cantar com os coiotes
Tudo que eu preciso
Eu tenho meus pulmões respirando um céu azul clarinho

A altura que sufoca
Sou os dentes na minha boca, mascando coca
O outono com suas folhas caídas
Os versos escritos sob as noites estreladas

Um vinhedo repleto de uvas
Um canavial sob o Sol em Cuba
Eu sou o mar do Caribe que vigia as casinhas
Fazendo rituais de água benta

O vento que penteia meus cabelos
Sou todos os santos pendurados em meu pescoço
O suco da minha luta não é artificial
Porque o adubo de minha terra é natural

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o Sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor

Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar minhas dores

Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o Sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor

Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha alegria
Não se pode comprar minhas dores

Não se pode comprar o Sol
Não se pode comprar a chuva
(Vamos caminhando) no riso e no amor
(Vamos caminhando) no pranto e na dor

(Vamos desenhando o caminho) o Sol
Não se pode comprar minha vida
(Vamos caminhando) a terra
Não está à venda

Trabalho árduo, porém com orgulho
Aqui se divide, o que é meu é seu
Este povo não se afoga com as marés
E se algo desaba, eu reconstruo

Também não pisco quando eu te vejo
Para que você se lembre do meu sobrenome
A operação Condor invadindo meu ninho
Eu perdoo, porém nunca esqueço, ei!

(Vamos caminhando)
Aqui se respira luta
(Vamos caminhando)
Eu canto porque se ouve

(Vamos desenhando o caminhando)
Vozes de um só coração
(Vamos caminhando)
Aqui estamos de pé

Viva a América!

Não se pode comprar minha vida

Composição: Rafa Arcaute / René Pérez / Eduardo Cabra
Enviada por Camila e traduzida por Andressa. Legendado por Olir e Ica. Revisões por 15 pessoas.
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