LETRAS.MUS.BR - Letras de músicas

Indicações

É o poder! 7 mulheres no funk que você precisa conhecer

Por Camila Fernandes

14 de Agosto de 2019, às 07:00


O funk no Brasil nasceu como a voz da periferia, com letras que falavam sobre uma realidade que até então não aparecia nas músicas. Só que, por muito tempo, essa voz foi só masculina. Mas as mulheres sempre estiveram presentes na música, e no funk não podia ser diferente. 

Nos anos 2000, quando surgiram as coreografias no funk, as mulheres se tornaram dançarinas e o corpo feminino virou tema das músicas — nem sempre de uma forma legal. Foi nessa época que elas começaram a questionar esse papel e resolveram mostrar que lugar de mulher no funk não é só na pista, mas também no centro do palco e como voz principal

Mulheres no funk: MC Carol
MC Carol / Créditos: Divulgação

De lá pra cá, o número de cantoras de funk cresceu e os temas abordados nas letras foram ampliados. Pra mostrar isso pra você, preparamos uma lista com 7 mulheres que representam muito bem essa história! 

7 mulheres no funk que você precisa conhecer

O funk tem várias vertentes, com batidas e temas diferentes, e as mulheres têm contribuído muito em todas elas. Cada uma do seu jeitinho, elas fazem sucesso e mostram que vieram pra quebrar tudo, inclusive os estereótipos! Bora conferir? 

Ludmilla

Ludmilla, cantora de funk
Créditos: Divulgação

Ludmilla começou a carreira como MC Beyoncé, por causa da semelhança com a diva do pop. O sucesso veio com o hit Fala Mal de Mim, em 2012, quando ela tinha só 17 anos. E era só o começo da lista de hits da cantora! 

Por que ouvir?

Ela é a rainha das parcerias e já fez trabalhos com vários cantores de diferentes estilos musicais. Além disso, Ludmilla lança sucesso atrás de sucesso, e tem até clipe inspirado em Meninas Malvadas, olha só:

MC Mirella

MC Mirella, cantora de funk
Créditos: Divulgação

MC Mirella é Cria De Favela da internet: ela começou como dançarina de fundo e hoje bomba no YouTube e nas redes sociais. O sucesso é tanto que ela até tem um Instagram todinho dedicado aos seu público adolescente, o @mcmirellateen. 

Por que ouvir? 

Ela não esconde de ninguém que adora causar e, muito mais do que isso, gosta de mostrar que é livre e incentiva a liberdade feminina. Ah, e ela já fez quadradinho até em Paris. 😅

Lexa

Lexa, cantora de funk
Créditos: Divulgação

Ela começou sua carreira de forma independente, se apresentando em bailes no Rio de Janeiro. Seu primeiro single, Posso Ser, foi lançado em 2014 e foi sucesso imediato. O hit mais recente da cantora é Amor Bandido, com MC Kekel. 

Por que ouvir?

Lexa é uma cantora versátil, que mistura inspirações do funk melody, da MPB e do pop internacional. O repertório da cantora inclui desde músicas mais animadas e dançantes, como Só Depois do Carnaval, até outras bem românticas e lentinhas, como Pior Que Eu Sinto Falta.

MC Carol

MC Carol
Créditos: Divulgação

Ela ficou famosa na internet por colocar críticas sociais em suas letras e inverter os papéis nas músicas, tirando a mulher do lugar de submissa. MC Carol é dona de hits como Meu Namorado É Mó Otário, Não Foi Cabral e Minha Vó Tá Maluca. Ao lado de Karol Conka, ela lançou a música 100% Feminista, na qual fala um pouco da realidade de violência que fez parte de sua trajetória.

Por que ouvir?

Além das músicas politizadas, MC Carol também é ativista, luta contra o racismo e contra todo tipo de preconceito.

Pocah

Pocah, cantora de funk
Créditos: Divulgação

Antes conhecida como MC Pocahontas e agora como Pocah, Viviane de Queiroz Pereira começou sua carreira musical em 2010, quando tinha só 16 anos. Seu apelido veio por causa da descendência indígena e da semelhança com a princesa Pocahontas. Ela tá arrasando em 2019 com o single Não Sou Obrigada.

Por que ouvir?

Logo com seu primeiro single, Mulher do Poder (que inspirou o título do post 😜), Pocah entrou de cara em uma vertente do funk que não é comum entre as mulheres, o funk ostentação

Tati Quebra-Barraco

Tati Quebra Barraco
Créditos: Divulgação

Tatiana dos Santos Lourenço é carioca, tem 39 anos, começou a carreira cantando nos bailes e já fez vários shows fora do Brasil. Ela é dona do hit Boladona, que estourou no começo dos anos 2000. 

Por que ouvir?

Tati Quebra-Barraco foi o primeiro nome feminino a estourar no universo do funk. Ela abriu caminho para outras cantoras, levou mais mulheres para os bailes e ainda é a autora desse termo que define tão bem nossos sentimentos: vai dizer que nunca ficou boladona? 

Valesca

Valesca, cantora de funk
Créditos: Divulgação

E a gente vai pro baile de que mesmo? Acertou quem disse de sainha 😂. Valesca começou no funk como líder da Gaiola Das Popozudas, em 2000. Com o grupo, fez sucesso com Agora Eu Sou Solteira. Já em 2013, em carreira solo, ela estourou com a música Beijinho No Ombro

Por que ouvir? 

Valesca foi a primeira vocalista feminina a fazer sucesso com um grupo de funk, cantando abertamente sobre temas que antes só eram abordados pelo ponto de vista masculino.

Quer saber mais sobre a história do funk no Brasil? Vem com a gente!

Crescimento das mulheres no funk

As mulheres têm um papel importantíssimo na história da música brasileira, e a música também tem um papel fundamental na história da luta feminina por direitos iguais. Dá só uma olhada nesse post cheio de cantoras brasileiras incríveis pra entender melhor! 

Deu pra perceber aqui a grande contribuição das mulheres desde o funk antigo até as vertentes mais atuais — Desde Tati Quebra-Barraco, Valesca e Perlla, lá nos anos 2000, até MC Loma e As Gêmeas Lacração, que ajudaram a disseminar o brega funk pelo Brasil inteiro, a história do funk é cheia de musas. Anitta, por exemplo, se tornou uma diva da América Latina, construiu uma carreira milionária e vive lançando tendências.  

Ouça outras musas do funk

E será que essa lista para por aqui? É claro que não! Pra continuar ouvindo, é só dar o play na nossa playlist Musas do Funk!

Playlist Musas do funk